E, tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.
Por Jaiane
"Portanto, quer comais ou bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31) Que possamos juntos fazer a diferença, dizendo "não" ao que o mundo oferece, e a cada dia mais vivendo e fazendo aquilo para o qual Deus nos chamou e escolheu.
Como seres humanos, é normal termos as nossas vontades.
São as nossas vontades que definem o que nós queremos. E desde pequenos, somos ensinados que devemos ir atrás dos nossos sonhos, nossos desejos, nossas vontades. O mundo fala isso: “Conquistar a vida por nós mesmos!”
Mas não é bem isso o que Jesus nos ensina.
MATEUS 16.24-26
“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?”
O que adianta seguirmos nossas próprias vontades e desejos conquistando assim a vida se não tivermos a vida verdadeira? O que adianta ter todo tipo de bens se não tivermos o bem maior, a vida?
1 CORÍNTIOS 15:19
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”
Encontramos em Atos 20.24 uma declaração do apóstolo Paulo a respeito de sua vida:
ATOS 20.24
“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.”
Jesus disse que devemos perder nossa vida pra que possamos achar a vida verdadeira. E Paulo confirmou exatamente isso. Em outras palavras, ele disse que preferiu perder a sua própria vida pra ter a vida verdadeira.
Não há nada que poderemos pagar para ter essa vida. Podemos ter tido grandes coisas nessa nossa vida. Mas nada poderemos levar quando morrermos. E nada poderá trazê-la de volta.
Em nossas orações, geralmente pedimos que Deus faça a vontade dEle e não a nossa, e de fato, o próprio Jesus nos ensinou a orarmos assim (Mateus 6.10 “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”). Mas muitas vezes, o nosso coração não quer que a vontade de Deus seja feita, mas sim que a nossa seja. E isso leva a muitas vezes, brigarmos com Deus por pensar que Ele nos abandonou, só porque Ele não fez o que queríamos. Precisamos aceitar a vontade de Deus, assim como Jesus aceitou, na sua morte na cruz.
Negar nossas vontades não é fácil. Somos presos a elas pelo simples fato de sermos humanos.
E Paulo também fala sobre isso.
ROMANOS 7.14-25
“Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: no meu pensamento sirvo à lei de Deus, mas na prática, sirvo à lei do pecado.”
O nosso ‘eu’, nossas vontades humanas, às vezes, são tão fortes que mesmo querendo fazer o que é certo, acabamos pecando. Por isso, a morte do EU é necessária, para que Deus se manifeste por completo em nós Cristo levou nossos pecados na cruz. Já estamos livres do poder do pecado. Basta seguirmos o exemplo de Jesus, e assim alcançaremos vida.
2 TIMÓTEO 2.10,12a
“Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna. Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos.”
Quando morremos para nossas vontades, também morremos para o pecado.
ROMANOS 6.6-8,11
“Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado. Ora, se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus.”
É fácil dizer que vivemos de acordo com a vontade de Deus dentro de uma igreja. A diferença deve ser mostrada fora dela, quando nós renunciarmos aquilo que queremos em prol do crescimento do Reino de Deus.
Que Deus desperte em nós o desejo de fazermos a sua vontade. E que nós estejamos prontos para perdermos nossas vidas para que possamos achar a vida verdadeira, junto com Cristo Jesus.
Amém.


Quem foi pro IDE, projeto missionário promovido pela JUBACENTRO (Juventude Batista do Centro da Paraíba) na cidade de Damião-PB nos últimos dias de 14 a 22, sabe qual foi a música mais tocada e cantada nos momentos na sala de oração, ou nas devocionais. E nessa música, como muitos conhecem, existe um trecho que fala "Usa-me como um farol que brilha à noite". E o que encontramos naquela cidade foi realmente a noite. Ao chegarmos lá, vimos o quanto a cidade era tenebrosa e fechada, o quanto aquelas casas fechadas se mostravam antipáticas para nós. Depois do 1º ou do 2º dia andando pela cidade, começamos a ver como o povo ali era, vimos que a 1ª impressão não estava errada. Uma cidade tomada pela religiosidade, onde homens travavam guerras com outros homens, e aqueles que deveriam ser luz eram na verdade, apenas mais pessoas na escuridão. Após começar a entrar nas casas, vimos os rostos endurecidos e preocupados em ouvir a lei dos crentes, sem querer abrir mão de sua lei. Começamos os cultos, trabalhamos, trabalhamos muito, mas quanto mais trabalhávamos, menos parecia que as pessoas quisessem nos ouvir. Então, caímos em si e fomos buscar Aquele que já deveríamos ter buscado antes. Pedimos socorro ao nosso Deus, o Único que poderia fazer com que a mensagem que nós passávamos pudesse atingir os corações das pessoas, e Ele, em sua fidelidade, nos atendeu. Mais dificuldades apareceram, lógico, mas nada que pudesse evitar que o Evangelho puro e simples fosse exposto às pessoas. Nos encontramos com pessoas presas em seus lares, e sem nenhum tipo de contato com o Evangelho. Pessoas que não sabem ler, que vão à Igreja, mas nem sabem o que estão fazendo lá, nem o que se deve fazer. Pessoas que nem ao menos acreditam em céu e inferno. Já ouviram falar de um Jesus, mas não sabem pra que ele veio e morreu numa cruz. Na EBD, há algum tempo, costumávamos discutir se um índio, criado na mata, sem nem ouvir falar em Deus e em Jesus, iria ao céu depois que morresse. Mesmo sem saber o que é pecado, se ele teria culpa dos seus. E lá em Damião, foi isso o que encontramos. Índios, não pelo fato de viverem em tribos no meio da floresta, mas por não terem contato com o evangelho. E a nossa responsabilidade ali aumentava, pois tínhamos o dever de levar Jesus Cristo àquelas pessoas. O que naquele caso, ainda era raro para eles. E seguimos, acompanhando aqueles que abriam suas portas para ouvir o Evangelho. Pessoas até tentaram fechá-las, mas uma porta que Deus abre, ninguém pode fechar.